Fechamento de agosto: 3 decisões que preparam o seu setembro

Agosto termina hoje, e com ele se encerra o mês que costuma ser o mais discreto do ano. Ele não tem feriado, não tem festa, não tem virada. Talvez seja por isso mesmo que ele funcione tão bem para colocar a casa em ordem: é um mês inteiro de rotina, sem interrupção, e rotina é onde as decisões financeiras realmente acontecem. Antes de virar a página, vale olhar para trás e reconhecer o que foi feito.

o longo destas quatro semanas, o portal tratou de reorganizar o orçamento depois das férias, de conferir os beneficiários do plano, de planejar o décimo terceiro com antecedência, de entender os perfis de investimento e a diferença entre contribuição normal e extraordinária, de fazer a faxina das assinaturas, de separar reserva de emergência e aporte, de ler a rentabilidade da cota sem se assustar com o CDI do mês, de simular a aposentadoria e de dar nome aos envelopes digitais. É bastante coisa. Se você fez uma só, agosto já valeu.

Agora, três decisões para carregar de setembro em diante, e todas cabem em uma tarde.

A primeira é escolher uma ação previdenciária para repetir todo mês. Uma só, sempre a mesma, no mesmo dia. Pode ser conferir o saldo do plano, pode ser o aporte automático, pode ser ler o informativo da entidade até o fim. O valor dessa escolha não está na tarefa, está na regularidade: aquilo que é olhado todo mês não vira surpresa daqui a vinte anos, e é assim que o plano deixa de ser um documento distante e passa a ser parte da sua vida financeira.

A segunda é revisar as despesas fixas antes que elas entrem no último trimestre. Setembro ainda é cedo o bastante para renegociar aquilo que é contratado por ano, para cancelar o que não é usado e para ajustar limites. Depois de outubro, o ritmo do fim de ano toma conta e ninguém tem paciência para essa conversa. O que for reduzido agora se repete por todos os meses seguintes, e é por isso que essa revisão rende mais do que qualquer economia pontual.

A terceira é dar destino ao dinheiro do fim de ano antes que ele chegue. Décimo terceiro, participação nos resultados, bônus, o que existir na sua realidade. Escreva num papel quanto vai para dívida, quanto vai para reserva, quanto vai para o plano e quanto fica para as festas. Decidido em setembro, esse papel vira um combinado. Decidido em dezembro, ele vira negociação com a vontade do momento, e todo mundo sabe quem ganha essa disputa.

Vale terminar com um lembrete que atravessa tudo o que foi dito neste mês. Nenhuma dessas ações depende de um valor alto, de conhecimento técnico ou de um momento perfeito. Elas dependem de repetição, e repetição é a única coisa que está inteiramente na mão de quem quer construir um futuro melhor. As grandes mudanças financeiras quase nunca acontecem em um mês, elas aparecem depois de muitos meses parecidos.

Feche agosto com um gesto simples. Escolha agora a sua ação previdenciária mensal, marque no calendário do celular com repetição automática e comece já em setembro. O ano ainda tem quatro meses, e eles são tempo suficiente para chegar em dezembro com outra história para contar.